INVESTIMENTO DIGITAL

INVESTIMENTO DIGITAL


O peso crescente da digitalização nas sociedades bem como o aumento da exigência de competências digitais na maioria das profissões, traduz-se desde há alguns anos numa ação persistente da União Europeia quer em termos de recomendações quer em termos do financiamento de iniciativas que promovem a capacitação digital de cidadãos e organizações.

Vivemos a era digital. A tecnologia digital é parte integrante de cada aspeto da vida dos cidadãos, aos mais diversos níveis: público, profissional e privado.

No mundo em que vivemos tornou-se indispensável que todos os cidadãos sejam capazes de conviver com práticas cada vez mais desmaterializadas. Essas práticas têm como habitat natural a Internet, sendo a mediação normalmente feita através de dispositivos eletrónicos.

Apesar deste esforço protagonizado sobretudo pelos sistemas de educação e formação dos diferentes países, ainda hoje se verifica que um pouco mais de 40% dos cidadãos europeus não possuem ou têm lacunas acentuadas na utilização das competências digitais básicas, com impactos severos ao nível da sua vida pessoal ou profissional. Défice que ainda por cima se agrava nas pessoas mais idosas, nos desempregados em geral e nas pessoas com mais baixos níveis de escolaridade. Situação que se agudiza em países como Portugal, cujo nível global de qualificações da população ativa se situa muito abaixo dos níveis médios europeus.

O aparecimento repentino, inesperado e prolongado da pandemia tornou esta situação do acesso e utilização adequada das ferramentas digitais numa prioridade grande para todos os países, não apenas pelas exigências tecnológicas da utilização crescente e continuada do teletrabalho como também pela explosão da educação e formação a distância para milhões de alunos e pela utilização exponencial de funcionalidades relacionais de natureza digital. Em paralelo, na economia crescem as necessidades de modelos alternativos de negócio e a transformação invade todas as áreas empresariais, obrigando à reformulação de processos de trabalho e de modos de comercialização e produção e exigindo recursos humanos mais qualificados e com competências digitais especializadas.

Reconhece-se que o uso das tecnologias digitais condiciona atualmente o grau de competitividade da indústria e dos serviços. A nova realidade económica exige às empresas o investimento inteligente que lhes permita o crescimento sustentável dos seus negócios.

Carlos Almeida | Presidente da Direção